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Juliet

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"Há prisões piores que as palavras."
(Carlos Ruiz Zafón)
evig: (12 - dark)
Eu soube ontem, depois de chegar de São Paulo. Minha mãe falou “o Linkin Park morreu” e eu pensei “não, a banda não acabou, eles acabaram de lançar cd novo”. Aeh ela falou o nome do Chester e com a delicadeza dela, colocou Iridescent pra tocar. Eu coloquei os fones, fui ouvir outra coisa e ver se era verdade. E era.

Quando eu fui dormir, fiquei lembrando que a primeira vez que a gente conversou foi sobre eles. A gente já se conhecia desde o Villaça e se reconhecia como garotas que gostavam de rock. A Hagatha e a Laís tinham os assuntos delas e a gente ficava de lado. Você perguntou o que eu ouvia eu falei, e você ficou feliz e eu também.

É claro que eu tô triste. Mas tem gente muito mais triste que nós, reles fãs. Quem é a gente na fila do pão? Tem a família, os amigos, o pessoal que realmente conhecia ele e convivia com ele. A gente ainda tem a nossa relação com as músicas, com as histórias. Eu me lembro quando eu vi In the end na MTV a primeira vez, naquela época que a minha tv pegava uns canais UHF sem antena. Antes disso eu só ouvi o que todo mundo ouvia, que tocava na rádio, e as coisas do meu pai.
Pensei em monte de coisas pra te falar, mas acho que é isso.

No spotify tinha aquele verso que a gente cantava na escola: “A try so hard, and got so far. But in the end, it doesn't even matter”.
evig: (14 - cello)
No dia 1 de junho, uma quinta-feira, o Vitor Brauer, o Jonathan Tadeu e Fernando Motta fizeram um show em SP, o segundo. O primeiro eu perdi e tava chovendo pra caramba, mas dessa vez eu chamei a Ká que tinha tido uma crise de fibromialgia e as duas atoladas de trabalhos para serem feitos. Mas quarto ano, já sabemos que quando chega essa época, é preciso espairecer. Pois bem, o Vitor eu já conhecia da Lupe de Lupe, o Jonathan eu não conhecia, mas se tava no rolê com o Vitor, só podia ser gente boa, mas eu tinha ouvido pouco do som dele naquela semana porque o meu celular tinha pifado e etc. O Fernando eu tinha aquela sensação de já ter ouvido falar dele, mas não lembrava e só depois que meu computador foi arrumado é que eu vi que eu tinha o álbum dele baixado e que eu já tinha ouvido enquanto fazia faxina e coisas assim (Descoberto pelo Na Mira do Groove).

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evig: (12 - dark)
No meio do ano passado, mais ou menos, descobri a plataforma de fanfic e histórias originais Wattpad. É de lá que livros como After e Diário de uma escrava vieram, depois de ganharem popularidade. Como estudante de literatura e escritora amadora que há uns dez anos convive com esse tipo de ambiente virtual, fiz uma conta e procurando certos perfis e lendo alguma coisa percebi algumas características bem diferentes da “minha época”. A principal é que o sistema de votos e visualizações é mais importante que os comentários. E essa importância vai do que o autor acha importante, porque denota popularidade, e com popularidade, o livro aparece num ranking, que tem certa preferência nas buscas caso esteja numa posição elevada, e se sua história tiver algumas milhares de visualizações, uma editora pode querer publicá-lo em papel, o que gera mais popularidade...

A segunda diferença é que a capa do livro é tão importante quanto a história. Isso gerou uma imensidade de perfis especializados (ou nem tanto) em criar capas.
A terceira é que o papel dos comentários foi transposto aos perfis de resenhas e críticas, e é aqui que eu e Ezra entramos. Pesquisando esses tipos de perfis juntamente com os livros de desafios, nos deparamos com autores que não aceitavam histórias com teor queer e na procura de um perfil voltado para as histórias LGBTs, simplesmente não encontramos em português. Oras, criamos então o DesafioLGBT, com o intuito de divulgar (e encontrar boas) narrativas queers, além de gerar desafios literários que não sejam desafios de gênero (como são a maioria).

Como leitora e escritora, meu trabalho de leitura crítica é dramático. Quem teve perfil no Nyah! há algum tempo pode notar a queda de qualidade das histórias conforme o site foi crescendo. Não querendo ser elitista, mas já sendo, os autores que se dedicavam a escrever fanfic e mesmo originais, de fato se dedicavam e se divertiam. Aos meus olhos, talvez deslumbrados naquela época com o fanfiction.net e comunidades do LiveJournal, nossa preocupação com verossimilhança, coerência interna, e outros tópicos de estruturas narrativas eram discutidas nos comentários das histórias e fora deles, não com esses termos, mas sempre contando com a boa vontade e o olhar atento de um leitor que cedeu seu tempo para ajudar o autor. Conto por experiência própria que eu aprendi dessa forma que revisão era importante, leitor beta era importante, estruturar histórias longas e fazer perfis de personagens era importante. Descobri meus pontos fracos e com o tempo, os não tão fracos assim. Descobri temas e elementos que eu queria tentar. Me deixei tentá-los.

Talvez, tenha encontrado histórias de qualidade porque os sites que eu frequentava não eram gigantes como é o Wattpad (e porque na época, fanfics não eram publicadas, logo, a popularidade era um bônus e não um objetivo).

Um professor meu disse que as coisas ruins (que a academia diz que é ruim) devem ser estudadas também. Também ouvi em algum lugar que a leitura de livros ruins (ou filmes ruins) nos faz pensar criticamente e nos faz procurar os motivos daquela obra não ser boa (objetivamente falando).

Como crítica (minha pior versão), meu papel é ligar minha necessidade de destrinchar uma obra e entender seus defeitos à um sentimento de bom samaritanismo (que vem muito da revolta de não encontrar boas histórias com os temas que gosto) de ajudar esses escritores que cometem erros tão...primários (e que ainda sim têm grande popularidade).
A questão de divulgar mais as obras LGBTs é uma questão de princípio pessoal e de causa: há muita literatura hétero no mundo. Se a obra em questão é boa ou não, fica a cargo da resenha crítica que o nosso perfil disponibiliza.